Um Espírito Atrás de Mim / Ghost Town (EUA, 2008)

David Koepp é o diretor e roteirista desta comédia romântica. Parceiro habitual de Spielberg e cia., Koepp parece ter algum interesse no mundo além-túmulo, já que também dirigiu Kevin Bacon em 1999 no bom Ecos do Além. Infelizmente, ao trocar um suspense eficiente (ainda que tenha vindo a reboque do sucesso de O Sexto Sentido) pela comédia, acaba escorregando em clichês e realizando um trabalho que não passa de mediano.

Bertan Pincus (o ótimo Ricky Gervais) é um dentista anti-social, um londrino auto-exilado em Nova York, cuja vida consiste em rejeitar o contato com outras pessoas sob a desculpa constante de serem “estúpidas e chatas”. É, um Gregory House sem a genialidade. Depois de sofrer uma intervenção médica, passa a ver e ouvir espíritos que andam por aqui e que não conseguem passar para a outra vida por culpa de assuntos pendentes. Atormentado pelo espírito de um sujeito picareta e bom de conversa, Frank Herlihy (Greg Kinnear), acaba aceitando a missão de ajudar a sua ex-esposa e atual viúva Gwen (Tea Leoni). As coisas se complicam quando Pincus se apaixona por Gwen.

Quando Ghost Town começou, imaginei estar assistindo a Meu Vizinho Mafioso, o que não era um bom sinal. Logo, o filme se mostraria uma colagem de outros personagens e situações: o Pincus de Gervais mais de uma vez lembra o Melvin de Jack Nicholson em Melhor Impossível e a personagem Gwen parece ter sido criado pensando em Meg Ryan. No entanto, o trabalho dos atores é o ponto alto deste filme; são eles que tornam os personagens interessantes apesar do roteiro que teima em apostar em situações já velhas conhecidas do público. Não que isso realmente importe em se tratando de comédias românticas, cujas convenções engolem até mesmo um roteirista habilidoso como Koepp. Também não é novidade alguma que o gênero depende bastante de bons atores que saibam, digamos, entrar no clima da produção – apenas para citar um exemplo, P.S. Eu Te Amo está inteiro sobre os ombros de Gerard Butler.

Ghost Town não é ruim, mas talvez seja apenas uma boa Sessão da Tarde. Aposta no charme de Nova York, em seus atores (é gratificante ver Kinnear interpretando um sujeito que não faz cara de cachorro que caiu do caminhão de mudanças) e no apelo que o gênero espírita light tem junto ao público. Funciona? Sim, mas não dá para esperar muito mais do que isso.

Curiosidade: Alan Ruck, o eterno Cameron de Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off) faz um pequeno papel como um espírito.

Cotação: **

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Página no IMDB

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